Philip Hallawell – Congresso de Visagismo Philip Hallawell | Portal Salão Brasil

Philip Hallawell – Congresso de Visagismo Philip Hallawell


08/10/2013 | Postado em Notícias

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Abertura 
Muito conhecimento técnico, beleza e aprimoramento profissional. Esse foi o objetivo do 1º Congresso de Visagismo Philip Hallawell. O evento, realizado no Palácio de Convenções do Anhembi (Auditório Elis Regina), em São Paulo, teve uma programação repleta de palestras, workshops e shows que explicaram, fundamentaram e demonstraram os preceitos do Visagismo e contou com a presença de cerca de 600 congressistas de várias partes do Brasil e até do exterior, que puderam conhecer melhor o método.
O Congresso foi criado para os profissionais da beleza, saúde e estética que desejam oferecer uma imagem personalizada aos clientes, de acordo com as características físicas e psicológicas, além do estilo de vida. O evento também comemorou os 10 anos da concepção do método criado por Philip Hallawell.

Homenagens 
Sônia Hallawell, diretora de comunicação do Centro de Visagismo Philip Hallawell e esposa de Philip, deu início ao evento com uma série de homenagens a personalidades que ajudaram a construir a carreira do marido, enquanto fez uma breve narrativa de como o profissional, a partir da linguagem visual que já aplicava em seu trabalho como artista plástico, desenvolveu o conceito de visagismo. Vera Lúcia Marques, Paulo Cordeiro, Osvaldo Alcântara, Roberto Ikesaki, Ricardo Ikesaki e Jacques e Janine Goossens foram alguns dos homenageados.

“Me incomoda quando dizem que sou o maior representante do visagismo no Brasil, porque este é um conceito desenvolvido aqui; não existe no exterior”, disse Hallawell. Ao ser convidado em 2003 para escrever uma apostila sobre o tema para o Senac, o artista acabou por fazer um livro, tamanha foi a profundidade com que desenvolveu o assunto. “Não havia bibliografia sobre visagismo quando o livro foi escrito. Por isso podemos dizer que o Visagismo de Philip Hallawell vai partir do Brasil para o mundo”, disse Bernardo Mascarenhas, diretor presidente da Morais Mascarenhas, realizadora do evento, que também celebra os 10 anos da publicação do primeiro livro.

Destaques do Primeiro Dia 

http://www.youtube.com/watch?v=5dSA55lWB-o

Palestra “A Trajetória, os Fundamentos e o Método do Visagismo” – Philip Hallawell
Philip Hallawell explica conceito durante Congresso de Visagismo
Conhecido como o “papa” do visagismo, Philip Hallawell explicou seu método para desenvolver o conceito durante palestra no 1° Congresso de Visagismo, realizado em São Paulo. “Minha caminhada começou de forma muito despretensiosa. Mas ao receber o convite do SENAC para escrever sobre o tema, pensei que, se a palavra contém o sufixo ‘ismo’, se referia a um conceito, e não a uma técnica”, disse Hallawell.
O termo visagismo foi criado pelo francês Fernand Aubry, que não deixou nada escrito. Nos anos 1990 o hairstylist Claude Juillard resgatou a ideia, mas ainda não havia bibliografia sobre o assunto. Para mudar isso, Hallawell estudou a fundo os motivos que levaram a criação do visagismo, e acabou por levá-lo a um nível muito mais desenvolvido, que se transformou no livroVisagismo – Harmonia e Estética. “Visagismo é a arte de expressar-se, já que esta é uma necessidade primordial do ser humano”, explicou Hallawell. Para a construção do conceito,Hallawell, que é artista plástico, usou teorias de várias áreas do conhecimento, como psicologia, antropologia, história, arquitetura e a própria linguagem visual que já aplicava nas artes. “Meus desenhos sempre foram de figuras humanas. E um tema que me intriga até hoje sempre esteve presente – como a realidade interior encontra a exterior”, disse.

Um dos conceitos que usou vem dos arquétipos geométricos; retângulo, triângulo, círculo e o símbolo do infinito, descritos pelo psiquiatra Carl Jung. Também se baseou em teorias do filósofo grego Hipócrates acerca dos temperamentos do ser humano. Desses e outros estudosHallawell conseguiu aproximar características físicas e psicológicas do ser humano, concluindo que são quatro os temperamentos no visagismo: melancólico, fleumático, sanguíneo e colérico. “Toda imagem é linha, forma e cor, e a partir desta combinação você consegue definir como a pessoa é e o que isto significa”.
Segundo o especialista, durante séculos a individualização da imagem pessoal simplesmente não importava. A partir da contracultura, nos anos 1960, veio o clamor dos jovens por mais liberdade e individualização. “A liberdade de escolha, porém, trouxe uma preocupação, que é saber o que se quer. Se você não tem a imagem que demonstra o que quer, não encontra o caminho para realizar isso”, explicou. Hallawellalertou que os profissionais de beleza têm que estar aptos a criar para os clientes uma imagem pessoal, adequada a cada um, e não seguir modismos.

“Customização é a grande tendência do mercado, pois ela se traduz em um serviço, que gera uma experiência”, disse. Quando o cliente vê que seu exterior está de acordo com o que ele pensa e quer mostrar para o mundo, sente-se mais confiante. “Beleza está ligada a aceitação, poder e influência. Nada é mais precioso do que a noção de identidade, e os profissionais devem ajudar os clientes na busca pela própria personalidade”, concluiu Hallawell.

Palestra “Da consultoria à criação de uma imagem customizada”
Os congressistas puderam assistir profissionais fazerem uma consultoria de imagem com suas clientes. André Mateus, Márcia Maria e Mercedes Klar mostraram que, embora o método seja o mesmo, cada visagista desenvolve uma maneira particular de proceder no momento da análise.

Palestra “A Boca, o Foco e o Olhar”, – Tânia Lacerda
A dentista Tânia Lacerda falou sobre a importância da boca e do sorriso na construção do visual, e mostrou como o visagismo pode ser aplicado na odontologia.

Palestra “O Cenário Contemporâneo no Mundo da Beleza” – Janine Goossens, da rede de salões Jacques Janine e Paulo Cordeiro (presidente da Intercoiffure Brasil)
Janine Goossens brindou os presentes com suas memórias de mais de 50 anos de coiffure no Brasil, sendo ela, ao lado do marido, pioneiros da área no país. Paulo Cordeiro trouxe dicas preciosas sobre o cenário contemporâneo da beleza. O presidente da Intercoiffure Brasil deixou claro que o tempo da informalidade passou. “Quem hoje não encara o salão de beleza como um negócio e não o administra como tal vai acabar por sair do mercado”, disse.

Palestra “Visagismo da Moda – Expressão de Valores” – por Jô Souza e equipe (Alex Cardoso, Ana Paula Melo, Beto Bravo, Gil P)
Jô Souza, professora de Moda do Campus Universitário SENAC, mostrou com muitas imagens e a presença de modelos que as roupas também compõem o visual, e que moda e beleza precisam se aproximar mais, em benefício dos clientes.

Show de Encerramento
Para fechar o primeiro dia, Philip Hallawell convidou uma equipe da Intercoiffure Brasil para mostrar aos congressistas, em forma de referências visuais, as características dos arquétipos de beleza, através do show “Os arquétipos da beleza”. Quatro modelos representaram deusas da mitologia grega, cada uma correspondente às quatro belezas das quais todas as expressões possíveis emanam e que são associadas aos quatro temperamentos: melancólico, fleumático, sanguíneo e colérico. Léia Ávila, Mari Nicácio, Gil Prando e Maurício Morelli criaram o visual das três princesas que acompanhavam cada deusa, sob a direção de Miguel Estelrich. “Apesar de o conceito partir de uma cena da mitologia, a construção dos cabelos foi feita em uma estética totalmente contemporânea”, disse o 1º Diretor Técnico da Intercoiffure Brasil. O show representou a cena do Julgamento de Paris. Éris, deusa da discórdia, pediu a Paris que escolhesse a mais bela entre Hera, Atena e Afrodite. A última venceu o desafio. Durante o show a passagem mitológica foi apresentada em vídeo por uma garotinha, encantando os congressistas que, ao final, receberam uma maçã, símbolo do conto. Mari Nicácio, responsável pelo visual de Afrodite, contou que foi gratificante desenvolver o conceito de Philip Hallawell para o show. “Eu e meus colegas recebemos as referências dele e de Miguel Estelrich e, juntos, desenvolvemos o trabalho”, disse. Afrodite estava ligada ao temperamento melancólico. “Trabalhei linhas arredondadas, com suavidade e uma coroa em forma de triângulo, feita com o próprio cabelo. Mas o fato deste temperamento ser mais sensível e introspectivo não quer dizer que a mulher não tenha atitude”, explicou a hairstylist. Um dos visuais mais marcantes foi o da beleza fleumática. “É um temperamento mais místico, espiritualizado; por isso a modelo tinha outra face construída na parte de trás da cabeça, mostrando dois lados”, explicou Estelrich. O temperamento colérico, o mais forte, veio expresso em penteado alto com uma tiara, que, junto ao figurino, deu a modelo ares de rainha guerreira. O show teve ainda a participação de Beto Bravo, Fabio Paiva, Carla Rigonatto, Alex Cardoso e Ana Paula Melo.

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