Sua imagem diz quem você é? | Portal Salão Brasil

Sua imagem diz quem você é?


12/08/2017 | Postado em Colunas

Você já descobriu sua beleza?

Na aplicação do Visagimo Philip Hallawell (a arte de criar uma imagem personalizada) é necessário refletir sobre o conceito de beleza.

O conceito de beleza está automaticamente ligado ao seu modus vivendis, pois o seu contexto de vida prega determinados valores sobre beleza, que não são necessariamente iguais em outros lugares, principalmente em outras nações. Cada cultura tem seu padrão de beleza.

Para nós, ocidentais, por exemplo, o padrão de beleza é completamente diferente do mundo oriental.

Para determinadas tribos indígenas o bonito é ter o corpo pintado e o cabelo emplastado com óleos de plantas nativas.

Para os nômades das tribos Morsa e Nursi da África, o bonito é enfeitar-se com galhos, mamonas e todo tipo de plantas.

Até a pouco tempo, as chinesas passavam por um sofrimento bárbaro tentando diminuir o tamanho dos seus pés, porque nessa cultura, para o homem chinês a mulher sensual era a que tinha os pés pequenos, minúsculos. Elas quebravam os pés e dobrava-os para caberem em um sapato minúsculo que se chamava brinco.

Para os judeus ortodoxos, o cabelo comprido com espécies de dreads, que representam as 615 leis que eles devem cumprir, o vestuário terno e chapéu é o seu padrão de beleza.

No oriente médio as mulheres andam cobertas dos pés à cabeça, e este é o padrão que atrai o homem para um compromisso. E elas se submetem sem problemas.

Enfim, se fôssemos enumerar aqui as diferenças culturais quanto aos padrões de beleza, faríamos uma lista enorme.

Apesar das diferenças culturais e dos padrões estéticos diferenciados há uma beleza que vai além do conceito estético.

É preciso diferenciar o belo do bonito.

O BONITO pode ser harmonioso, agradável aos olhos, esteticamente aprovado pela maioria, mas pode não expressar o BELO.

O BELO é essência, o BONITO é estética.

Porque existem pessoas que são lindas esteticamente, mas não são atraentes como companhia?

E existem pessoas que esteticamente são totalmente fora dos “padrões”, mas são adoráveis, acolhedoras e todo mundo quer por perto…

Isso comprova que beleza é antes de tudo, essência.

Tanto a mulher quanto o homem, tem sido estuprados em sua identidade com relação aos padrões de beleza. Há uma exigência velada (ou não) de um padrão de beleza inatingível que nos aprisiona e nos impede de vivermos a plenitude daquilo que somos em nossa essência, por conta desta pressão que está muito acima dos nossos limites para alcançar.

Os cirurgiões plásticos são instados a “desenharem” no rosto, ou quase a criarem uma pessoa que não existe, um personagem inventado na mente de uma pessoa que a vida inteira vai sempre se sentir aquém. Nem todas as cirurgias do mundo resolverão os problemas instalados por trás dessa insaciedade da busca pela “beleza”.

Estudos da neurociência comprovam que cérebro emocional reage automaticamente diante das imagens. Está relacionado aos símbolos arquetípicos, e a gatilhos acionados, referentes à experiência de vida pessoal.

A imagem quando chega na retina, primeiro vai para o centro das emoções, ou seja, primeiro o cérebro emocional reage à imagem… depois a informação vai para o córtex visual, onde a imagem é invertida e é assimilada racionalmente.

Por isso, “a primeira impressão é a que fica”, por isso podemos reagir positiva ou negativamente diante de uma imagem (leia-se forma) de acordo com a reação emocional ou quiçás um “gatilho acionado” que possamos ter relacionado àquela forma.

Por isso, todas as pessoas julgam pela aparência, isso é inevitável… Oscar Wilde disse que “Só os tolos não julgam pela aparência”. Tolos no sentido de loucos…

O efeito emocional da imagem, não é algo que podemos interferir.

Lembro-me agora de um caso que alguém contou que estava em um Banco, e havia um senhor na fila, muito simples, com roupas simples, com aspecto rude, e estava na fila para depósito, e alguém disse a ele: – Senhor, esta fila não é a sua, a fila de aposentados é esta.

Ele abriu uma pastinha velha, surrada, com um fecho estragado, tirou um maço de notas e disse a ela: – Minha filha, o que eu tenho na mão aqui agora, em toda a sua vida você ainda não ganhou.

A atitude dessa moça pode parecer absurda, mas temos que admitir que talvez não falássemos o que ela falou, mas com certeza, pensaríamos a mesma coisa que ela pensou a respeito daquele senhorzinho com aparência humilde.

Por isso atualmente o trabalho de consultoria de imagem, cabeleireiros, maquiadores, dermatologistas, cirurgiões plásticos e afins, ou seja, o mundo da beleza ganhou espaço e um crescimento veloz, e, estatisticamente só perde para a construção civil.

E as pessoas ligadas ao trabalho de imagem pessoal, devem ter a formação em Visagismo, visto que a função destes profissionais é trabalhar a imagem, trazendo o estilo pessoal de cada um. Me preocupa o “estrelismo” nessas classes, quando na verdade a estrela deve ser o cliente. O rosto que é a sede da identidade e tudo que se faz no rosto pode comprometer o senso de identidade, por isso nosso trabalho não pode ser realizado de uma forma aleatória.

Todas as pessoas tem suas características físicas e de caráter que as tornam únicas, e cada uma tem sua beleza peculiar… o trabalho que nos cabe, é revelar essa beleza que pode estar escondida.

Beleza é essência… Bonito é estética…

Como podemos aliar o bonito e o belo?

Quando nossa imagem traduz o que somos interiormente.

Quando há um encontro da beleza interior com a beleza exterior.

Isso significa aliar as características físicas com as qualidades interiores.

Como é possível isso?

O conhecimento de linguagem visual aliado aos princípios de harmonia e estética, nos habilita a promover a verdadeira beleza, ou seja, o encontro da beleza interior com a beleza exterior.

Considera-se o formato do rosto, cada uma das feições (testa, olhos, nariz, boca e queixo, seu temperamento, tom de pele, olho dominante, e principalmente o momento de vida da pessoa, ou seja, o que ela quer e precisa expressar com a sua imagem.

O VISAGISMO (VISAGE=ROSTO em francês) que tem como princípio subjacente, revelar a verdadeira beleza e é fundamentado no conceito da Escola de Bauhaus: “A função define a forma”… Antes de pensar se é bonito, deve-se pensar para que serve.

Vale a reflexão: Como lidamos com a nossa imagem e o que nossa imagem expressa?


Sobre Lígia Lima
: Formada em Consultoria de Imagem (Estilo Consulotria-BH); Consultora em Visagismo formada por Philip Hallawell em 2005, e de 2006 até 2009 foi sua assistente em Cursos e Eventos de Beleza pelo país. Além de ser empresária há 27 anos, viaja pelo Brasil ministrando Palestras, Cursos e Workshops,

https://www.facebook.com/pages/Ligia-Lima-Visagismo

© 2017 Salão Brasil - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por M2R Digital