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Hepatite C mata mais que HIV


02/05/2015 | Postado em Colunas

Pesquisa revela que Hepatite C já mata mais que HIV

Pesquisadores americanos fizeram essa análise baseados em atestados de óbitos detalhados e padronizados naquele país, o que possibilitou a comparação. Foi observado um número maior de mortes em consequência da hepatite C em relação às mortes causadas pelo HIV.
A Hepatite C vem sendo considerada um dos grandes problemas de saúde pública a nível mundial, fato reforçado pela pesquisa.
Na maioria das vezes, a Hepatite C é assintomática ou gera sintomas inespecíficos, como náusea, depressão e fadiga. A cura pode ocorrer de maneira espontânea, com tratamento, ou não acontecer e o paciente se tornar crônico. Como para os portadores de HIV, o paciente crônico é infectante e pode transmitir o vírus para outras pessoas, além da doença continuar produzindo danos irreversíveis à saúde, que podem até levar à morte. O grande problema é que muitos desconhecem que estão doentes.

Entenda melhor a Hepatite C:

Hepatite – É a inflamação do fígado, que pode ser causada por medicamentos, drogas, produtos tóxicos ou agentes infecciosos.
A Hepatite C é causada pelo vírus C, que por sua vez ainda possui subtipos, o que torna ainda mais difícil obter uma vacina.

Transmissão: 
Via sanguínea (parenteral); percutânea (instrumentos contaminados, acidentes com agulhas, compartilhamento de agulhas); vertical (de mãe para filho durante a gravidez), e em menor proporção por via sexual. A transmissão relacionada a transfusões e derivados de sangue diminuiu drasticamente após a implementação de testes para detecção do vírus nos bancos de sangue especialmente depois de 1993.

Vacina: 
Não há.

Tratamento:

Disponível, porém é longo e pode ter efeitos colaterais desagradáveis. O resultado depende do tipo de vírus e do estágio da doença. Pode levar a cura 85 % dos casos onde existe a indicação. Disponibilizado pelo Ministério da Saúde, o tratamento exige bastante dedicação do paciente.

Quando a doença é considerada crônica?

Usualmente quando ela está ativa por um período maior do que seis meses.

Quais são as consequências da doença se tornar crônica?

Durante todo o tempo o vírus se multiplica e há possibilidade de transmissão. Além disso os efeitos sobre o fígado vão se somando. Dos doentes que se tornam crônicos, cerca de 20 a 30 % evoluem para cirrose, e entre 1 a 5 % para câncer de fígado. Essas complicações podem levar à morte ou à necessidade de transplante de fígado.

O que é cirrose?
É o resultado do processo inflamatório das células do fígado que são transformadas em tecido fibroso. Isto prejudica toda a estrutura e o trabalho do fígado.

O que significa um teste Anti-HCV positivo?

Que a pessoa entrou em contato com o vírus, poderá estar doente ou não. Para saber se o indivíduo está doente é necessário avaliar se há multiplicação do vírus, que é detectada através de testes complementares.

Por que realizar o teste Anti-HCV?

A realização de testes visa a detecção precoce da doença, e encaminhamento para tratamento e a prevenção dos seus efeitos.

E nos Salões de Beleza, qual a importância disso tudo?

Levando em consideração o número de infectados, se você atende cem pessoas durante uma semana, pelo menos duas devem carregar o vírus e podem transmitir a outras pessoas caso os alicates e outros instrumentos que entram em contato com sangue não sejam esterilizados.

Qual a relevância desta pesquisa para o Brasil? 

Com a estimativa de 3 milhões de infectados os pesquisadores americanos consideraram escassos os recursos financeiros investidos para o controle e tratamento da doença.
No Brasil, apesar de todos os programas dedicados às hepatites virais, há muito o que ser feito. A previsão de infectados aqui é de 5 milhões, isto é, cerca de oito vezes o número de infectados pelo HIV. Levando-se em conta os infectados crônicos é bem possível que ocorra um aumento importante no número de mortes nas próximas duas ou três décadas. Os pesquisadores alertam também para o impacto econômico, não somente para a perda de cidadãos em idade produtiva, como também para a crescente demanda de recursos para serviços, atendimento, terapia antiviral e transplante de fígado.

Recomendações:
Para fazer o seu teste vá a um serviço de saúde que possa dar apoio e orientações. Como você já sabe, um resultado positivo não quer dizer que você esteja doente, mas que precisa de um médico para fazer uma avaliação.

Cuide adequadamente dos instrumentos, usando uma autoclave (esterilizador a vapor) para esterilizá-los e siga as demais recomendações de biossegurança.

Liliana Junqueira de P. Donatelli (Consultora em Biossegurança da empresa Cristófoli)
E-mail : consultoria@cristofoli.com
Blog: www.cristofoli.com/biosseguranca

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